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Calor brasileiro e cultura mineira embalam as comemorações de fim de ano dos intercambistas franceses

Publicado: Quinta, 28 de Dezembro de 2017, 16h01 | Última atualização em Sexta, 29 de Dezembro de 2017, 17h18
A professora Tatiana Tozzi Martins Souza Rodrigues está sendo a responsável pela estada dos intercambistas. Ela fez questão de convidar os franceses para passar o Natal em Lavras Novas com os familiares dela. Na foto: Antoine, Tatiana e Marie
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Os franceses Antoine Kuhn, 19 anos, e Marie Parmentier, 22 anos, deixaram o inverno europeu para vivenciarem uma experiência de três meses em terras mineiras. Eles são os mais novos intercambistas do IFNMG. Chegaram no dia 19 dezembro em pleno calor que ultrapassou os 30 graus no termômetro. Antoine confessou: “vai ser difícil acostumar com o calor”. Mas Marie garantiu que isso não vai ser problema. “Eu gosto de calor”, disse.

E de calor os brasileiros entendem bem, principalmente quando é calor humano. Não foi à toa que Antoine já foi logo dando sua impressão do Brasil: “As cidades são movimentadas, e as pessoas são acolhedoras”. Foi com todo esse clima que Marie comemorou seus 22 anos em Belo Horizonte, no dia 19 de dezembro, pois, depois de uma chegada um pouco turbulenta, já que perderam o voo em São Paulo para Belo Horizonte, tiveram que dormir na capital mineira. A professora Tatiana Tozzi Martins Souza Rodrigues, que está sendo a responsável pela estada dos intercambistas, fez questão de recepcioná-los em BH.

Foto 4 Intercambistas franceses

“Sou tutora dos franceses. Isso significa que sou responsável pela confecção do plano de trabalho, orientação e acompanhamento para o seu cumprimento. Além disso, estou à disposição dos organizadores do serviço cívico francês para contato no Brasil. Assumi um compromisso de responsabilidade com o bem-estar dos franceses para que essa experiência junto ao IFNMG seja a mais proveitosa possível”, explicou Tatiana Tozzi.

E os intercambistas estão aproveitando mesmo. Já conheceram o IFNMG-Campus Montes Claros e o Campus em Januária, cidade onde eles vão vivenciar o intercâmbio. Passaram o Natal na cidade de Lavras Novas (MG) com a família da professora Tatiana e ainda deram um pulinho em Ouro Preto. E olha o que Marie contou sobre Minas: “Não esperava ver tantas montanhas, achei muito bonito. A comida é muito diferente, mas gostei da comida daqui. Gostei de ter participado do amigo-oculto na família. Eu nunca havia participado de um”. No Réveillon, a paisagem será esculpida pelas águas do Velho Chico, em Januária.

Foto 1 Intercambistas franceses

 

Compromisso no Brasil

Passadas as festas de fim de ano, os intercambistas vão começar 2018 de maneira bem intensa. “Eles estão no IFNMG para realizar trabalho voluntário junto à sociedade civil. O plano de trabalho envolve implantação e condução de hortas em asilos e escolas, como atividade terapêutica e de educação para idosos e crianças, respectivamente. No plano de trabalho também está previsto que eles organizem um evento sobre segurança alimentar e alimentação saudável”, informa Tatiana.

Para ajudar no processo de adaptação deles, o Campus Januária ofertará para eles um curso de português para estrangeiros por meio do Núcleo de Línguas do Campus. Inclusive, aprender português é, também, um dos objetivos deles. “Com o serviço cívico, espero ver como as pessoas trabalham no Brasil, adquirir maturidade pessoal e profissional e aprender o português”, afirma a francesa.

Segundo a professora Tatiana, eles vão tirar de letra. “Eles têm todas as características para fazerem um ótimo intercâmbio. São jovens alegres, gentis, dispostos a conhecer nossa língua e cultura e solícitos”, destacou.

A dimensão dos intercâmbios

O intercâmbio dos franceses foi possível graças à parceria que o IFNMG mantém com o Ministério da Agricultura da França, o que fomenta o Programa Serviço Cívico, cujo objetivo é promover a integração social. O programa rege por um princípio motivacional, em que estudantes tornam-se voluntários para praticar ações de solidariedade tanto com a comunidade externa quanto com a comunidade acadêmica de uma instituição.

Os jovens que participam dessa missão recebem um incentivo financeiro do Ministério da Agricultura Francês. Já as instituições garantem alimentação e hospedagem. O programa tem ações recíprocas, ou seja, o IFNMG pode enviar estudantes brasileiros para a França e também pode receber alunos franceses no Brasil.

Segundo o coordenador da Assessoria de Relações Internacionais do IFNMG, Lauro Sérgio Pereira, os intercâmbios são estratégias de internacionalização. “É o que a gente chama de mobilidade acadêmica”, afirma o assessor. Lauro explica que a mobilidade se dá por meio do envio ou do recebimento, tanto de alunos quanto de professores ou outros servidores.

Inclusão e oportunidade

Para Lauro, a primeira importância diz respeito à inclusão social que o intercâmbio proporciona. “A mobilidade acadêmica é uma estratégia que tem dado muito certo para promover a internacionalização porque ela proporciona a alguns estudantes que não teriam condições financeiras de pleitear essas experiências em instituições estrangeiras. Isso impulsiona a troca de experiências. Além de oportunizar disso, a mobilidade acadêmica coloca os Institutos Federais no cenário internacional, já que os intercambistas podem compartilhar experiências que, muitas vezes, ficariam presas entres os limites da instituição. Por meio dos intercâmbios, essas experiências podem uma proporção internacional”.

Lauro ainda argumenta que além de objetivar o desenvolvimento da Instituição, os intercâmbios têm ainda como propósito o desenvolvimento do indivíduo, desde as relações interpessoais até a sua atuação profissional, “o que contribui para promover uma cultura mundial da paz”, afirma o assessor.

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